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O Parque Nacional Iguaçu, em conjunto com o Parque Nacional Iguazú (Argentina) e a concessionária Iguazú Argentina, confirmou a suspensão preventiva do passeio à Garganta do Diabo a partir de 3 de agosto. A decisão foi anunciada em coletiva de imprensa conjunta entre representantes do setor público e privado da região.

A medida contempla o desmontagem planejado das passarelas metálicas que dão acesso ao mirante da Garganta do Diabo, com o objetivo de proteger a infraestrutura e resguardar a equipe técnica responsável pela operação diante da chegada do fenômeno El Niño e das cheias extraordinárias projetadas para a bacia do rio Iguaçu.

Uma decisão antecipada, não uma resposta a uma emergência

Um dos pontos centrais destacados pelas autoridades foi o caráter preventivo da ação. Segundo o presidente do Ente Municipal de Turismo de Iguazú (ITUREM), Leo Lucas, o trabalho articulado entre as instituições locais, provinciais e nacionais permite tomar decisões com semanas de antecedência, algo inédito na história da área protegida.

O intendente do Parque Nacional Iguazú, José María Hervas, reforçou que o monitoramento constante das cuencas do rio Iguaçu, incluindo dados do sul do Brasil, é o que possibilita agir antes que o volume de água atinja níveis críticos. Para Hervas, a prioridade é dupla: preservar a vida dos trabalhadores que atuam nas passarelas e proteger o patrimônio público.

Já o diretor nacional de Operações de Parques Nacionales, José Albrizio, destacou o respaldo da administração central para a execução do protocolo preventivo, reforçando que o desenho da operação segue padrões técnicos de segurança homologados nacionalmente.

Cronograma da obra

A gerente da concessionária Iguazú Argentina, Carol Da Rosa, detalhou os prazos previstos para o processo:

  • Desmontagem: entre 30 e 40 dias a partir de 3 de agosto, com o ritmo sujeito às condições de segurança apresentadas pelo caudal do rio.
  • Remontagem: aproximadamente 60 dias após a estabilização do volume de água, quando o caudal retornar aos parâmetros normais.

Ou seja, a reabertura do circuito até o salto principal depende diretamente do comportamento do rio nas próximas semanas, e os prazos podem ser ajustados conforme a evolução das condições climáticas.

O que muda, e o que continua igual

Das 275 quedas d’água que compõem o parque, apenas o acesso à Garganta do Diabo é afetado pelo fechamento. Todo o restante da experiência segue disponível normalmente, incluindo:

  • Circuito Superior e Circuito Inferior, com vistas amplas para o Salto San Martín e outros pontos panorâmicos
  • Trem Ecológico da Selva
  • Trilha Macuco
  • Passeios náuticos de aventura
  • Gastronomia do parque
  • Passeios noturnos e passeios de lua cheia, com programação mantida

Na prática, quem visita o destino nas próximas semanas encontrará a maior parte da experiência das Cataratas plenamente acessível, com a exceção pontual do mirante da Garganta do Diabo.

O que isso significa para quem está com viagem programada

Para roteiros já confirmados durante o período de obras, a recomendação é ajustar as expectativas quanto à visita à Garganta do Diabo, sem necessidade de reformular o restante do itinerário na região, o Circuito Superior, por si só, já oferece uma das vistas mais amplas do conjunto de quedas.

A IGT acompanha de perto a evolução da obra e do nível do rio, e mantém seus roteiros ajustados conforme as atualizações oficiais dos órgãos responsáveis pelo parque em ambos os lados da fronteira.

Fonte: coletiva de imprensa conjunta entre ITUREM, Parque Nacional Iguazú e Iguazú Argentina, 3 de agosto.

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